quinta-feira, 22 de maio de 2008

AWAY

Devido ao baixo movimento dos (pseudo) participantes deste blog, venho informar que irei me afastar por tempo indeterminado, já que não concordo em manter sozinho este blog.

Voltarei assim que os outros integrantes também retornarem.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Se eu fosse de manteiga...

Descobri hoje que Barbara Streisand regravou (há algum tempo) música Memory.

Grande hit de Andrew Lloyd Webber apresentado no musical Cats, também de sua autoria, a canção marcou um dos momentos mais delicados da minha vida.

Inicialmente cantado pela grande intérprete e atriz da peça, Elaine Paige, descobri o seguinte video onde Barbara leva com maestria o triste poema de Sir Webber.

Memory

Entrou um cisco no meu olho...

terça-feira, 6 de maio de 2008

"O relator da Medida Provisória 415/08, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), afirmou em entrevista que vai acatar uma emenda que, na prática, veta a propaganda de cervejas nos veículos de comunicação. A MP proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas margens de rodovias federais ou em locais com acesso direto às rodovias, e considera alcoólica a bebida que contenha concentração igual ou acima de meio grau Gay-Lussac (0,5º GL). Cervejas contêm índice acima de 3º GL, enquanto uma cachaça pode chegar a 54º GL. As informações são da Agência Câmara.
A emenda, apresentada pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), determina que o novo conceito seja aplicado à Lei 9.294/96, que atualmente restringe a propaganda de produtos fumígeros e bebidas alcoólicas com concentração acima dos 13º GL, entre outros produtos. Caso a proposta seja aprovada, a publicidade de cerveja seria permitida por meio de pôsteres, painéis e cartazes na parte interna dos locais de venda.

"A Lei 9.294/96 estabeleceu os critérios exatamente para não afetar a propaganda das cervejas. Eu vou incorporar a emenda para ver se conseguimos atingir essa questão", declarou Leal, que também é vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro."

Fonte: Terra



Bom, acho que esse assunto não pode escapar a esse blog, afinal os quatro conturbados estão imersos nesse universo paralelo. Até as conturbações do título do blog algumas vezes vêm desses tais graus Gay-Lussac, que nós chamamos amigavelmente de álcool [soluços].
Depois de uma acalorada discussão sobre o tema numa aula de Economia, pude perceber que a maciça maioria dos meus colegas é contra a proibição das publicidades de cerveja. No entanto, há de se apontar alguns tópicos interessantes, levando e consideração não apenas o ponto de vista profissional, mas também o social.
Que as contas das empresas responsáveis pela produção dessas bebidas é extremamente lucrativa não há dúvidas, portanto do ponto de vista econômico, há um grande interesse da ABAP (associação das agências de publicidade), em lutar contra essa medida provisória. Em adição à ABA (associação brasileira de anunciantes), a ABAP tem veiculado alguns comerciais na rede Globo demonstrando o quanto essa atitude é totalitária e, ao meu ver, perigosa. No entanto, os argumentos da redação podem até convencer o público leigo, mas ainda são fracos aos bons entendedores, ou seja, meias palavras podem não bastar!
Liberdade de expressão é um direito garantido pela constituição de 1988, vigente desde então, mas parece que nem sempre esse livrinho é respeitado. Acho interessante alguns de nossos parlamentares atribuírem a um direito pelo qual eles mesmos lutaram por mais de 20 anos, naqueles velhos tempos de chumbo, uma responsabilidade que corresponde a cada um de nós, individualmente, e também à saude pública. A real culpa é da publicidade, que leva ao consumidor a possibilidade de escolha , ou daqueles que quebram as leis ao venderem bebidas a menores e ao dirigirem bêbados.
Vale ressaltar que o que se vende nas campanhas publicitárias são as marcas, e o que está a elas relacionado, por exemplo um life style. A ação de consumo depende da motivação do consumidor.
Proibições são coisas perigosas, elas chegam suavemente, e quando nos damos conta vivemos num mar de restrições.
É muito mais interessante investir em campanhas de orientação e alerta ao alcoolismo, fiscalização em pontos de venda e nas rodovias, do que cortar, a seco, num golpe [leia-se GOLPE, em caixa alta] só, um direito de todos: anunciantes, consumidores e nós publicitários.
É mais uma vez o governo tentando solucionar um problema da minoria, privando a maioria, e o melhor... a República Federativa do Brasil é uma democracia, pelo menos no papel.